quinta-feira, 26 de março de 2015

Professores da rede estadual continuam paralisados e promovem manifestação nas ruas de Petrolina


Em estado de greve desde o último dia 13, os professores da rede estadual de ensino de Pernambuco realizaram na manhã desta quinta-feira (26) uma caminhada pelas ruas de Petrolina. O movimento faz parte da paralisação de 48 horas que teve início nesta quinta-feira (25) e segue até hoje (26).

De acordo com coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), Robson Nascimento, as manifestação representam a insatisfação da categoria com relação a um projeto de lei do governo do Estado que reajusta em 13,01% apenas o salário dos professores com nível médio, o antigo magistério.

Robson explica que durante a campanha ao governo do Estado, o atual governador Paulo Câmara, teria prometido dobrar o salário dos professores, contudo a proposta não foi cumprida e agora o governo estaria tentando prejudicar o Plano de Cargos e Carreira dos profissionais.

“O estranho é que a primeira medida de governo dele [governador] foi mandar um projeto de lei que foi totalmente contrário ao prometido. Rebaixa o plano de cargos e carreiras iguala o salário dos graduados a mesma condição dos professores que tem só o nível de magistério desvalorizando aqueles professores que se dedicaram a estudar. Então que tipo de educação o governo quer para o Estado de Pernambuco? Este projeto de lei não nos representa”, questionou Robson.

Ainda segundo Robson, esta medida desregula o plano de cargos e carreira dos professores que pedem reajuste de 13,01% para todos os profissionais. “De uma tacada só Paulo Câmara quer retirar tudo aquilo que nós já conseguimos. A categoria está indignada”, diz.

Apoio de estudantes:

Em Petrolina, segundo o Sintepe, a paralisação atinge 100% da categoria que também conta com apoio de estudantes. “Tanto os trabalhadores quanto os alunos não querem que esta greve seja cumprida. Por isso estamos contando com apoio dos alunos que estão nas ruas conosco para também reivindicar as melhorias. Queremos que Paulo Câmara recue e abra negociação porque isso foi um compromisso”, disse Robson.

Carlos Britto

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