O encontro com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, não foi nada animador, segundo Josival Amorim, presidente do Conselho de Administração do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho (PISNC). A reunião aconteceu na última quarta-feira (25) e contou com a presença de produtores da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, membros da Codevasf e políticos.
Na pauta, a busca de uma solução para evitar um colapso na produção irrigada em Petrolina e Juazeiro, devido à redução da vazão da tomada de água no Rio São Francisco para a produção irrigada da região, ocasionada pela estiagem prolongada. De acordo com Josival Amorim, que escreveu ontem (26) ao Blog, não haverá celeridade na captação de recursos financeiros, o que deixou os produtores desanimados.
“O ministro primeiro recebeu o grupo do Nilo Coelho para depois atender outro grupo de Juazeiro. Muitas posições, argumentações pra lá e pra cá. Esbarramos numa tendência daquele Ministério em tramitar uma proposta a ser entregue pela Codevasf dentro de uma semana, mas que certamente, pelo que sentimos, não será rápida a decisão de se conseguir recursos financeiros. Um assessor dele sugeriu esperarmos por chuvas”, lamentou.
De acordo com o próprio Josival, as esperanças foram renovadas durante uma conversa com o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). “O senador, ao tomar conhecimento das dificuldades que nos preocupavam com uma possível demanda de tempo maior do que a necessária, tratou de levantar alternativas mais animadoras. Ligou para a Casa Civil do Governo de Pernambuco para que se providenciem logo os elementos que certamente justifiquem a decretação do estado de emergência para que as demais providências possam se tornar mais rápidas”, explicou.
Racionamento
Mesmo assim, os produtores ainda protocolaram mais uma correspondência alertando o ministro da Integração para a urgência que o caso merece. Josival ainda chama a atenção dos próprios produtores para a necessidade de economizar água.
“Ninguém se engane, a situação é gravíssima. Os nossos produtores do Nilo Coelho precisam se convencer desta realidade e começar a administrar melhor ainda o uso da água. Estamos tomando todas as providencias possíveis, mas entendemos que somente Deus, mandando muita chuva à montante de Sobradinho, pode evitar os prejuízos com fortíssimo reflexo econômico-social na região”, alertou.
Carlos Britto
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